segunda-feira, 15 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Entrevista a Luiz Alfredo Garcia-Roza
Luiz Alfredo Garcia-Roza no programa Espaço Aberto Literatura
Visto do Céu - The Lovely Bones
Cinecartaz
De: Peter Jackson
Com: Rachel Weisz, Mark Wahlberg, Saoirse Ronan
Género: Drama, Thriller
Classificacao: M/12
EUA/GB/NZ, 2009, Cores, 135 min.
Livros e autores que ando a ler IV





1-A Ofensa,de Ricardo Menéndez Salmón, 2009,Págs: 128, Porto Editora
2-O Remorso de Baltazar Serapião,de valter hugo mãe, 2007,Págs: 174, Quidnovi
3-Filhos sem Filhos,de Enrique Vila-Matas, 2002,Págs: 296, Assírio & Alvim
4-O Silêncio da Chuva,de Luiz Alfredo Garcia-Roza, 2002,Pág:248, Gótica
5-Myra,de Maria Velho da Costa,2008,Pág:224, Assírio & Alvim
terça-feira, 2 de março de 2010
Camilo José Cela
segunda-feira, 1 de março de 2010
Amar... É Complicado! - It's Complicated

Antestreia, terça-feira,02Março2010,21H30,Marshopping
Cinecartaz
Jane (Streep), mãe de três filhos já crescidos, proprietária de um restaurante / confeitaria em Santa Barbara, tem – após uma década de divórcio – uma relação amigável com o seu ex-marido, o advogado Jake (Baldwin). Mas quando Jane e Jake se encontram fora da cidade, por ocasião da cerimónia de final de curso do seu filho, as coisas começam a complicar-se. Uma inocente refeição a dois transforma-se no inimaginável – um caso. Com Jake casado com a bem mais jovem Agness (Lake Bell), Jane é agora – quem poderia imaginar?! – a outra mulher. Apanhado no meio do renovado romance está Adam (Martin), um arquitecto contratado para remodelar a cozinha de Jane. Ele próprio em recuperação de um sofrido divórcio, apaixona-se por Jane, mas rapidamente se apercebe que faz parte de um triângulo amoroso. Devem Jane e Jake prosseguir com as suas vidas ou é o amor de facto mais belo numa segunda oportunidade? Certo, certo é que Amar… É Complicado!
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Festival Para Gente Sentada 2010
No primeiro serão, actua Bill Callahan, pioneiro da chamada "revolução lo-fi". Se a agitação da cena indie norte-americana não passa, desde os anos 90, sem referência ao seu nome, com o brilhante "Sometimes I Wish I Was An Eagle" maior se torna a importância do imprevisível e (já não tão) enigmático cantautor. Callahan pode ser o mais aguardado, mas tem boa concorrência. É o caso de Perry Blake, "crooner" irlandês confessamente influenciado por nomes como Leonard Cohen ou Nick Drake. O alinhamento fica completo com a free folk do norte-americano Matt Valentine que, sempre acompanhado de Erika Elder, apresenta "Barn Nova".
No cartaz para a segunda noite destaca-se a envolvência de "My Maudlin Career", o mais recente trabalho dos escoceses Camera Obscura. O intimismo em forma de melancolia chega pela mão dos Dakota Suite, do britânico de Chris Mooson, um dos mais importantes projectos do chamado rock alternativo "slowcore" ou "sadcore". É em nome da envolvência e do intimismo que se move também o cantautor solitário David Santos, mais conhecido como o Noiserv de "One Hundred Miles From Thoughtlessness".
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Livros e autores que ando a ler III



1- Achados e Perdidos, de Luiz Alfredo Garcia-Roza , 2003 ,Pags. 260, Gótica.
2- Quarteto de Alexandria - Justine,de Lawrence Durrell, 2006,Pags:208, Verbo.
3- A Noiva Indiana,de Karin Fossum ,2009, Pags:280, Oceanos.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Shutter Island
Antestreia, quarta-feira,24FEV2010,Norteshopping,21H30
CinecartazPúblico
EUA. Verão de 1954. O xerife Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e o seu parceiro Chuck Aule (Mark Ruffalo) são enviados para o Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, na ilha Shutter, onde estão internados os mais perversos criminosos do país. O caso prende-se com Rachel Solando, uma perigosa assassina em série que desapareceu inexplicavelmente da sua cela e cuja única pista parece ser uma folha de papel com uma pergunta indecifrável.
Os médicos, funcionários e enfermeiras da instituição não parecem empenhados em cooperar com a investigação e há algo de particularmente misterioso com Dr. Cawley (Ben Kingsley), o director do hospital. Com um furacão a aproximar-se, rodeados por um ambiente psicótico e pacientes perigosos, ambos percebem que as suas vidas estão em risco e que podem não conseguir sair vivos desta ilha maldita.
Realizado por Martin Scorsese, é baseado na obra "Paciente 67" de Dennis Lehane De: Martin Scorsese
Com: Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Emily Mortimer
Género: Drama, Thriller
EUA, 2010, Cores, 138 min
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Livros e autores que ando a ler II




terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Robert Walser
Walter Benjamin, no preâmbulo do livro de Robert Walser, "Gata Borralheira, Branca de Neve A Bela Adormecida".
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Um Homem Singular - A Single Man
Antestreia, terça-feira 16 Fevereiro, 21H30,ArrábidaShopping,Antena 1
Los Angeles, 30 de Novembro de 1962. Depois da trágica morte de Jim (Matthew Goode), seu companheiro dos últimos 16 anos, nada parece fazer sentido para o professor George Falconer (Colin Firth). Tudo lhe relembra a felicidade perdida e nem a sua velha amiga Charley (Juliane Moore) o consegue tirar do torpor em que vive nos últimos meses. Mas um encontro com Kenny (Nicholas Hoult), um jovem aluno das suas aulas de inglês que parece seguir os seus passos durante todo um dia, vai dar a George uma nova perspectiva e fazer renascer a vontade de começar tudo de novo...Baseado no livro "A Single Man" de Christopher Isherwood, marca a estreia na realização do estilista americano Tom Ford. Foi o filme de encerramento do 66º Festival de Veneza, com Colin Firth a ganhar o prémio de melhor actor (está também nomeado para o Óscar de melhor actor).
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
"Precious"
Precious, um filme sobre a violência doméstica, que estreia com o apoio da APAV Associação Portuguesa de Apoio à Vitima, é filme Antena 1.
Um filme de Lee Daniels nomeado para 6 Oscars (Filme, Realização, Actriz, Actriz Secundária, Argumento Adaptado e Montagem).
Cinecartaz
viver no bairro pobre de Harlem, em Nova Iorque, Clareece "Precious" Jones (Gabourey Sidibe) é uma mãe adolescente de 16 anos, negra, analfabeta e obesa, a sofrer de todo o tipo de maus-tratos pela própria família. Inserida num programa de alfabetização para adultos, ela vai, pela primeira vez, conhecer o amor e a amizade através de Ms. Rain (Paula Patton), uma professora determinada a ensinar-lhe o quão preciosa é a vida.
Um filme dramático baseado no livro "Push", de Ramona Lofton (sob o pseudónimo Sapphire), com a realização de Lee Daniels e com a produção de Oprah Winfrey e Tyler Perry.
Nomeado para seis Óscares, entre os quais melhores filme, realizador, actriz (Gabourey Sidibe) e actriz secundária (Mo'Nique), o filme tem em Portugal o apoio da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que aproveita o mote para trazer novamente à ordem do dia a discussão sobre as vítimas de violência doméstica.
Antena 1
Antestreia,Zon Lusomundo Dolce Vita Antas (Porto),09 de Fevereiro (terça-feira), às 22 horas.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Homens que Matam Cabras só com o Olhar - The Men Who Stare at Goats
Cinecartaz
Num olhar irónico sobre acontecimentos verídicos tão bizarros que até custam a acreditar, um repórter descobre uma ala secreta do exército norte-americano, quando acompanha um enigmático operativo das Forças Especiais numa missão do outro mundo.
O repórter Bob Wilton (Ewan McGregor) anda à procura do seu próximo "furo" quando conhece Lyn Cassady (George Clooney), uma sombria figura que afirma fazer parte de uma unidade experimental do Exército Americano. Segundo Cassady, o New Earth Army está a mudar a forma como as guerras são combatidas. Uma legião de "Monges Guerreiros", com poderes psíquicos sem paralelo, consegue ler os pensamentos do inimigo, atravessar paredes e mesmo matar um bode só de olhar para ele! Agora, o fundador do programa, Bill Django (Jeff Bridges), desapareceu e a missão de Cassady é encontrá-lo.
Intrigado pelas "histórias da carochinha" de Cassady, Bob decide impulsivamente segui-lo. Quando a dupla descobre Django num campo de treino clandestino, liderado pelo renegado médium Larry Hooper (Kevin Spacey), o repórter vê-se no meio de um diabólico duelo entre as forças do New Earth Army de Django e a milícia pessoal de super soldados de Hooper. E para sobreviver a esta louca aventura, Bob terá de vencer um inimigo que nunca julgou poder existir.
"Homens Que Matam Cabras Só Com o Olhar" é inspirado no bestseller de Jon Ronson com o mesmo nome, um olhar revelador e por vezes hilariante sobre as tentativas do Governo de convocar poderes paranormais para combater os seus inimigos.
"Homens Que Matam Cabras Só Com o Olhar" é interpretado por George Clooney (Destruir Depois de Ler), Jeff Bridges (Iron Man), Ewan McGregor (Anjos & Demónios) e Kevin Spacey (Beleza Americana). Realizado por Grant Heslov (Boa Noite e Boa Sorte) e produzido por George Clooney, Grant Heslov e Paul Lister.
Antestreia,PORTO, quarta-feira,dia 3 de Fevereiro ,Norteshopping- 21h30
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Livros e Autores que ando a ler





1-O Cego de Sevilha,de Robert Wilson , 2004,Págs: 458, Dom Quixote;
2-As Mãos Desaparecidas,de Robert Wilson, 2006,Págs: 448, Dom Quixote;
3-Assassinos Escondidos,de Robert Wilson, 2007,Págs: 424,Dom Quixote.
4-Último Acto em Lisboa,de Robert Wilson, 2000,Págs: 472, D.QUIXOTE.
5-O Assassínio na Academia,de Donna Leon , 2009,Págs: 272,Editora Planeta.
A Bela e o Paparazzo
Cinecartaz
Antestreia,terça-feira,26 Janeiro 2010,Norteshopping,antena 1
realização:António-Pedro Vasconcelos
intérpretes:Soraia Chaves, Marco D'Almeida, Pedro Laginha, Nicolau Breyner
sinopse
Mariana, uma jovem vedeta da nossa televisão, está muito perto de um colapso nervoso. As filmagens não estão a correr bem, a sua popularidade na novela está a descer mas todos os passos da sua vida privada continuam a ser matéria de capa das revistas "cor-de-rosa". E há uma culpada por esta total ausência de privacidade: Gabriela Santos, a mais temível paparazzo de Lisboa, a pessoa que sabe sempre onde ela está e que consegue as fotos mais comprometedoras. Gabriela Santos é o nome artístico de João, o paparazzo que é contratado para perseguir Mariana dia e noite, captando a sua vida diária e fazendo dela uma presença habitual nas capas das revistas sociais sem que a sua presença alguma vez seja detectada. Até ao dia em que se conhecem de forma fortuita. A partir desse momento, nasce uma relação amorosa na qual o fotógrafo terá que fazer todos os impossíveis para que Mariana não descubra a sua verdadeira identidade, ao mesmo tempo que tenta lidar com a excentricidade dos dois amigos com quem partilha o apartamento e com o facto de se ver agora como alvo das mesmas revistas para as quais trabalha.
Site oficial
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Nas nuvens - Up in the Air
Antestreia Porto (Norteshopping), terça-feira, dia 19 de Janeiro pelas 21h30,antena 3.
Cinecartaz
Realizado por Jason Reitman, “Nas Nuvens” segue a odisseia de Ryan Bingham (George Clooney), um consultor perito em despedir pessoas e que gosta de viajar de avião para atingir um objectivo: atingir 10 milhões de milhas aéreas. Ryan vive entre aeroportos, hotéis e carros de aluguer. Mas diversas circunstâncias vão fazê-lo repensar a vida dele.
Festa do Livro 2010-ll e III
5-Sombras em Telavive, de Manuel Poppe - 2001,Págs: 148, Editorial Teorema;
6-Entre Chipiona e Tarifa,de Jorge Fallorca , 2001,Págs: 90, Editorial Teorema;
7-O Meu Chapeu Cinzento, de Rolin Olivier, 1999 ,págs:144 ,EdiçõesAsa;
8-Borges e os Orangotangos Eternos,de Verissimo Luis Fernando, 2000, pags: 134,Edições Asa
9-Luz indecisa, de José Mário Silva, 2009,Págs: 64,Editor: Oceanos.
10-Um Diário de Leituras,de Alberto Manguel,2008,Págs:254,Edições Asa.
11-Mundo Perdido,de Patrícia Melo, 2007,Págs: 200,Campo das Letras.
12-O Matador,de Patrícia Melo, 2001,Págs: 224, Campo das Letras.
13-A História do Hidroavião,de António Lobo Antunes, 2005,Págs: 30, Dom Quixote.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
O Laço Branco - Das weisse Band
Cinecartaz
Critica
Antestreia,quarta-feira,13 de Janeiro,2010,Cinema Cidade do Porto,21H45
Filme do realizador de A PIANISTA, O LAÇO BRANCO estreia-se a 14 de Janeiro. Palma de Ouro de Cannes 2009. Vencedor de Melhor Filme, Melhor Argumento e Melhor Realizador pela Academia de Cinema Europeu.
Uma aldeia protestante da Alemanha do Norte. 1913/1914. Vésperas da Primeira Guerra Mundial. Uma história de crianças e adolescentes, pertencentes a um coro liderado pelo professor da aldeia, e suas famílias: o barão, o gerente, o pastor, o médico, a parteira, os camponeses. Acidentes estranhos acontecem e, gradualmente, assumem o carácter de uma punição ritual. Quem estará por detrás de tudo isso?
Festa do Livro 2010
2-O Pequeno Mundo,de Luisa Costa Gomes ,Edição/reimpressão: 2002,
Páginas: 352,Editor: Assírio & Alvim.
3-ENTREVISTAS ,Andre Breton ,Editor:SALAMANDRA ,306 pags,1994.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Dois livros e um cd para Janeiro 2010

1-'Maria Bonita', de Ignacio Martinez De Pison , Teorema, 2003 ;
2-'À caça do último homem selvagem ',de Ángela Vallvey , 2002;
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
A estrada -'The Road'
Cinecartaz
Antestreia,quarta-feira,06 de Janeiro 2010,GaiaShopping
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Um Profeta - Un Prophèt
Antestreia,terça-feira,29Dezembro,2009,Shopping Cidade do Porto
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
"A Casa do Lago" - Teatro Rivoli, no Porto

"A Casa do Lago" é uma peça de Ernest Thompson, autor americano, amigo e discípulo de Tennessee Williams, guionista de cinema vencedor de Óscares, que aqui aborda o tema difícil da terceira idade e das relações entre os casais que tendem, perdido o fulgor dos verdes anos, a digladiarem-se diariamente num duelo de manias, teimas, casmurrices e caturrices, que mais não são do que o descarregar um no outro de toda a animosidade contra a vida que vai correndo rápida demais para as suas pernas velhas e cansadas. A casa à beira do lago, lugar idílico, outrora recanto de sonho para fugir ao stress do dia a dia, é agora uma casa que acusa a idade tanto como eles e onde o tempo se arrasta. O lugar continua idílico, eles é que já não...até as circunstâncias revelarem que, afinal, haverá sempre alguém para quem "a casa do lago" continuará a ser refúgio e reencontro.
Manuela Maria e Joaquim Rosa integram o elenco do novo espectáculo de Filipe La Féria em cena no Teatro Rivoli, no Porto, até 31 de Janeiro. Uma peça a partir da obra homónima de Ernest Thompson, que já esteve no Teatro Politeama, em Lisboa, com Eunice Muñoz e Ruy de Carvalho.
Manuela Maria e Joaquim Rosa interpretam no palco os papéis que Katharine Hepburn e Henry Fonda desempenharam no cinema e que lhes valeu, em 1982, os Óscares de melhor actriz e melhor actor, respectivamente.
Um casal de idosos regressa à casa de férias, à beira do lago, para passar o Verão, o azedume dele contrastando com a vivacidade dela. A visita da filha - no filme, interpretada por Jane Fonda; aqui por Maria de Lima - vem despertar fantasmas. Que se resolvem com um último mergulho no lago.
Autor Ernest Thompson
Encenação Filipe La Féria
Rivoli Teatro Municipal (Porto )
domingo, 6 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Teatro Nacional S.João -Breve Sumário da História de Deus.
Na hora de eleger o seu primeiro texto enquanto Director Artístico do TNSJ, Nuno Carinhas opta por regressar a Gil Vicente, depois de em 2007 ter organizado a extroversão de Beiras. A escolha incide sobre um auto de forte pendor religioso, escassamente frequentado por leitores e encenadores: Breve Sumário da História de Deus. Estreado na corte de D. João III “na era do Senhor de 1527”, o auto propõe um especioso mosaico de passos das Sagradas Escrituras – da Queda do Homem à Ressurreição de Cristo – e possui uma densidade retórica que, cruzando a exaltação lírica e o impulso satírico, amplia as potencialidades de representação muito para lá do mero intuito doutrinal. Da adoração de Abel à “voz que clama no deserto” de João Baptista, passando pelas provações de Job ou pelas profecias de Isaías, Vicente promove um casting bíblico para contar (usemos, para efeitos promocionais, o título de um dos blockbusters de Hollywood) a maior história de todos os tempos. Também habitado por figuras malignas e pelas alegorias do Mundo, do Tempo e da Morte, Breve Sumário da História de Deus revela-nos, afinal, a misteriosa condição de criaturas cuja desesperada humanidade se redime na esperança de Deus.
de
Gil Vicente
encenação e cenografia
Nuno Carinhas
figurinos
Bernardo Monteiro
desenho de luz
Nuno Meira
desenho de som
Francisco Leal
voz e elocução
João Henriques
apoio dramatúrgico
Pedro Sobrado
apoio linguístico
João Veloso
interpretação
Alberto Magassela, Alexandra Gabriel, António Durães, Daniel Pinto, Joana Carvalho, João Cardoso, João Castro, João Pedro Vaz, Jorge Mota, José Eduardo Silva, Lígia Roque, Mário Santos, Miguel Loureiro, Paulo Freixinho, Paulo Calatré, Pedro Almendra, Pedro Frias
assistência de encenação
João Castro
produção
TNSJ
classificação etária
Maiores de 12 anos
ManualdeLeitura
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Capitalismo:uma história de amor- Capitalism: A Love Story
Cinecartaz
Na sequência do colapso da economia mundial, em 2008, a classe média americana enfrenta actualmente a maior taxa de desemprego dos últimos 26 anos, tendo atingido os dois dígitos (Out/2009). Decidido a encontrar as respostas por que todos anseiam, Michael Moore entra em acção, de câmara em riste, pedindo explicações ao poder político e às instituições financeiras. Apontando o dedo ao capitalismo, no seu estilo tão característico, o realizador exige o fim deste modelo económico, uma vez que este, defende Moore, "não pode ser regulado". Por isso "tem de ser simplesmente eliminado e substituído por um sistema mais justo."
Michael Moore regressa à crítica acutilante aos EUA e ao enorme impacte que os grandes grupos têm na vida de cada americano e, por consequência, na vida de cada pessoa no resto do mundo.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O QUEBRA-NOZES - Moscow Classical Ballet
MOSCOW CLASSICAL BALLETColiseu do Porto
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Gomo na casa da musica
22:00, Sala 2
Gomo regressa com um novo disco, Nosy, cheio de canções que prometem dar que falar. Com uma nova estética musical, reforçada por um pop/rock mais musculado e orgânico, enérgico, igualmente satírico e bem-humorado, Gomo desafia o ouvinte apostando na variedade e ousadia.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
SKUNK ANANSIE
21h00
Coliseu do Porto
Após um longo interregno, uma das bandas mais acarinhadas pelo público português, os ingleses Skunk Anansie, estão de regresso! A banda liderada pela carismática Skin oferece aos fãs nacionais uma dose dupla de concertos nas salas mais emblemáticas do país: 3 de Novembro no Coliseu de Lisboa e 4 de Novembro no Coliseu do Porto, para apresentar a “Greatest Hits Tour”.Com uma duração curta, mas intensa, em seis anos de carreira os Skunk Anansie produziram três álbuns de originais e uma miríade de grandes singles que transformaram a banda de Skin e companhia numa das maiores bandas rock do final da década de 90.Reconhecidos pela intensidade dos espectáculos ao vivo, editaram em 1995 o primeiro álbum, “Paranoid and Sunburnt”, de onde saíram 4 singles. Pouco mais de um ano depois, editaram novo disco, “Stoosh”, que incluía o maior êxito da banda até à data, “Hedonism”. O último álbum de originais, “Post Orgasmic Chill” de 1999, teve “Charlie Big Potato” e “You’ll Follow Me Down” como cartões-de-visita. Apesar do sucesso, os Skunk Anansie decidiram seguir carreiras separadas e editar álbuns a solo. Para gáudio dos fãs, a banda regressou ao palco este ano e traz a Portugal a “Greatest Hits Tour”.
Reportagem depois do concerto
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Três Cantos
Coliseu do Porto
Duração: 120m
Não um, não dois, mas três senhores da música portuguesa, juntos no mesmo palco: Sérgio Godinho, José Mário Branco e Fausto. O trio mostra-se a 31 de Outubro e 1 de Novembro, no Coliseu do Porto. A surpresa está ao virar da esquina.
Sérgio Godinho é inigualável no traquejo de transformar palavras em canções. Teima em reinventar-se a cada disco. E é um exemplo eloquente do verdadeiro significado da expressão cantautor. A longa e frutuosa carreira é uma fonte de distinções.
José Mário Branco sabe explicar como ninguém o sentido do slogan de combate "Resistir é Vencer", cuja essência vem alimentando há mais de 30 anos: "Resistir a derrotas parciais, manter este olhar sobre a vida, o mundo, as pessoas, sobre mim próprio, é uma vitória enorme". É dentro deste espírito que viaja o autor de "FMI".
Fausto é o "cantor maldito" que, longe de ceder a modas ou procurar consensos, sempre marcou pela controvérsia, vagueando por uma inconformista densidade musical e poética que nos continua a colocar perante caminhos inesperados.
O espectáculo não pretende ser uma mera soma de partes. Em palco, deverão apresentar-se os três juntos, com um grupo de músicos ou só com as suas guitarras, mas também em duo e a solo, cantando músicas próprias ou dos restantes parceiros. O resultado, que pode incluir inéditos, será gravado para editar em CD e DVD.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Spok Frevo na casa da musica
22:00, Sala 2
Spok Frevo
O ritmo mais característico de Pernambuco é o foco das atenções da SpokFrevo Orquestra, um projecto com mais de uma década que junta 18 músicos jovens e talentosos. Entre releituras de antigos sucessos e novas composições, o objectivo é mostrar o frevo fora do ambiente de folia a que está associado, dando-lhe um tratamento diferenciado, com arranjos modernos e harmonias arrojadas e espaço para a improvisação com uma clara influência do jazz.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Drumming-GP
O Drumming-GP gravou no Auditório de Espinho, em Janeiro de 2009, um CD para a editora Diverdi, com o apoio do Ministério da Cultura Espanhol. Trata-se de um disco monográfico, o primeiro de uma série que o Drumming-GP está a preparar e que integrará, neste primeiro exemplar, toda a obra de percussão do proeminente compositor espanhol Jesús Rueda, que faz parte da nova geração imaginativa de criadores da Península Ibérica e que integra o grupo "Música Presente".
Neste concerto, o Drumming-GP apresenta o resultado do trabalho registado nesse CD.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
LA TRAVIATA
Música Clássica/Ópera .
Duração do espectáculo: 2h10m, com 2 intervalos de 15m, cada
Ópera em três actos
Música: Giuseppe Verdi
Libreto: Francesco Maria Piave sobre "La Dame aux Camélias" de A. Dumas Filho Première: Teatro La Fenice, Veneza, 6 de Março de 1853
A Ópera Nacional carrega o estandarte da cultura Moldava um pouco por todo o mundo, contribuindo para a formação de grandes cantores de ópera. A qualidade dos artistas e o sucesso das suas tournées mereceram diversas condecorações e prémios internacionais.
A Ópera Nacional da Moldávia apresenta-se em Portugal com a ópera “La Traviata” de Giuseppe Verdi, conduzida pelo Italiano Maestro Giovan Batista D'asta. Um romance trágico contado em três actos que narra a história de Violeta, cobiçada cortesã Parisiense, e do seu amor impossível pelo jovem Alfredo Germont. A intensidade da narrativa e a sua densidade sentimental constituem um marco, sendo esta a grande ópera de Verdi. Um espectáculo memorável, apresentado por uma companhia internacional, recheada de grandes nomes da ópera clássica, que interpretam uma história de “Amor e Morte”.
Teatro de Ópera e Ballet da Republica da Moldavia é o orgulho da Cultura Musical da Moldavia, inaugurado no ano de 1956 com a apresentação da Ópera “Grozovan” de G. Gershfeld, revivendo episódios históricos do povo da Moldavia tornando-se num grande evento público. Desde à muito que esta terra é famosa pelas suas vozes e muito rica em cantores aos quais a natureza dotou grandes capacidades vocais. A Ópera Nacional da Moldavia tem realizado imensas tournées de Ópera pela Europa, Ásia e América, obras primas do repertório operático clássico como sejam: “Evgheny Oneghin” , “Boris Gudonov”, “ Madame Butterfly”, “Tosca” e “Príncipe Igor” já foram apresentadas por esta companhia. Grandes cantores famosos tais como Fydor Shalypin e Enrico Caruso actuaram neste teatro conquistando o coração de muitos admiradores de arte. Foi neste país que o mundo descobriu nomes como L. Liprovskaya, M Cibotari, E. Cuza e A. Antonovsky entre outros, mais tarde professores de canto durante a pré guerra. Desta forma a Ópera como arte foi firmando raízes e florescendo na Moldavia. No aspecto musical esta companhia assume-se como um teatro genuíno. Vozes magnificas, imenso dramatismo na representação, nenhum deslize na orquestra. Esta tournée que se inicia em Portugal, segue pela Europa (Espanha, França, Alemanha e Holanda). Paris 1850 I ACTO No elegante salão de Violetta. Um animado grupo rodeia a sua bonita anfitriã, a homenageada cortesã, Violetta Valery. Alfredo Germont, que comparecera à festa trazido pelo seu amigo Gaston, era admirador desde há longa data, de Violetta, por cujo estado de saúde sempre se interessara, durante a sua recente doença. Louva a beleza e o amor numa apaixonada canção, à qual todos se juntam; finda a mesma, Violetta convida os presentes a dançar na sala contígua e enquanto a ela se dirigiam é acometida por um súbito ataque de tosse. Alfredo corre para ela, declarando-lhe a sua paixão e Violetta admoesta-o por ter deixado florescer tal sentimento, ainda que interiormente se sentisse profundamente tocada pela força da emoção que ele deixara transparecer. Dá-lhe, então uma camélia, dizendo-lhe que logo que murchasse, possivelmente no dia seguinte, ele poderia voltar a visitá-la. Depois de ele ter partido, perde-se nos seus pensamentos, com o coração tocado de forma especial e só retorna à realidade ao cantar uma espécie de hino à glória e ao prazer. A voz de Alfredo ouve-se fora do palco, e Violetta convence-se de que o amava já também. II ACTO 1ª Cena No jardim de uma casa de campo, próxima de Paris. Durante três meses Alfredo e Violetta viveram apenas em função do seu amor, mas Alfredo sabe agora por Annina que Violetta vendera todos os seus bens de molde a sustentar a sua vida faustosa. Decide, então, partir para Paris com o objectivo de conseguir o dinheiro necessário. Entretanto Violetta recebera uma carta da sua amiga Flora, convidando-a para uma festa, mas os prazeres da vida mundana nada significavam já para ela. Uma visita é anunciada: o pai de Alfredo, que lhe diz que a irmã de Alfredo casaria em breve, mas que a relação dele com Violetta estava a pôr em risco o proposto enlace. Ela deveria renunciar ao seu filho em atenção ao futuro da irmã. Com o coração cheio de mágoa, promete então afastar-se de Alfredo e é com profunda emoção motivada por tamanha generosidade que Germont abraça a infeliz jovem dama, para partir logo depois. Deixada a sós, num súbito impulso, escreve a aceitar o convite formulado por Flora e enquanto prepara uma carta de despedida a Alfredo, ele regressa avisando-a de que o pai os visitaria a qualquer momento. Ela não faz qualquer menção ao encontro já tido com o velho Germont mas abraça Alfredo apaixonadamente, abandonando a sala para rapidamente sair de casa sem ser notada. Uma carta é apresentada a Alfredo logo depois, comunicando-lhe que Violetta decidira voltar para Paris. Despedaçado, Alfredo é consolado pelo pai que entra nesse momento, interpretando a ária, “Di Provenza il mar, il suol”. Apesar de tal tentativa, Alfredo corre, resolvido a apresentar-se ele também na festa oferecida por Flora. 2ª Cena No salão de baile de Flora. A festa encontrava-se no auge, abrilhantada por canções e danças entre convidados trajados de ciganas e toureiros. Flora e os amigos sabendo que Violetta deixara Alfredo, incentivavam uma relação entre ela e o Barão Douphol. Alfredo entra e depara com Violetta conduzida pelo braço do Barão. Os dois rivais confrontam-se à mesa de jogo, com Alfredo a sair vitorioso, ganhando largas somas de dinheiro ao parceiro. A tensão do jogo vê-se interrompida pelo anúncio da ceia. É então que Violetta se dirige a Alfredo, implorando-lhe que abandone a festa, a fim de evitar mais aborrecimentos, ao que ele replica que só o faria se ela o acompanhasse. Violetta explica então que se encontrava presa a um juramento que fizera a um homem cujo nome não podia revelar. Alfredo, convencido que ela se referia ao Barão, pergunta-lhe se ela o amava. Violetta, sem alternativa, responde-lhe que sim. Perdido o autocontrole, Alfredo intima os convidados da outra sala, insulta Violetta e atira-lhe aos pés o dinheiro que acabara de ganhar. O pai de Alfredo, que seguira o filho, presencia a cena. Com uma expressão comovente, Violetta assegura a Alfredo que apenas o amor que por ele nutria justificava a sua atitude. Profundamente envergonhado, Alfredo é desafiado para um duelo pelo Barão. III ACTO No quarto de Violetta. É ainda cedo e Violetta , doente, dorme, vigiada pela leal Annina. O medico entra e dirige palavras encorajadoras a Violetta , mas assim que abandona o quarto sussurra a Annina que seria apenas uma questão de horas. Deixada a sós, Violetta pega numa carta do pai de Alfredo, que recebera ha algum tempo e que lera e relera vezes sem conta. O Barão ficara levemente ferido no duelo com Alfredo, que ileso partira para fora do país. Germont contara a Alfredo do sacrifício a que se dispusera a amada, pelo o que ele decidira voltar para se reencontrarem. Algum tempo decorrera entretanto e Violetta esperara em vão. Ouviam-se cânticos divertidos vindos da rua – festejava-se o Carnaval. Annina entra então anunciando boas novas e Violetta logo adivinha que se tratava da chegada de Alfredo. Ele entra e os amantes caem nos braços um do outro, cheios de felicidade. Quando Violetta tenta vestir-se, sente que as suas forças a abandonavam. Germont, Annina e o médico entram de rompante. Violetta despede-se então de Alfredo, oferecendo-lhe o seu retrato e pedindo-lhe que o desse á mulher com quem um dia se casaria. De súbito o seu mal-estar cessa e Violetta sente como que uma nova vida correndo-lhe nas veias... mas desfalece! O esforço e a tensão tinham sido demasiados para a sua já grande debilidade e o medico confirma a sua morte.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ana Moura na casa da musica
22:00, Sala Suggia
Ana Moura
Ao quarto disco de originais, Ana Moura é considerada uma das melhores fadistas da actualidade. O seu repertório inclui os mais variados temas, do fado mais tradicional ao mais experimental, interpretando também criações dos mais conceituados autores e compositores contemporâneos.
Com três discos editados - aclamados pela crítica nacional e internacional - tem esgotado salas por todos os cantos do mundo e este concerto promete não ser diferente.
25 EUR
Casa da musica
Entrevista com Ana Moura: Para além dos fados
Davide Pinheiro
Depois de «Para Além da Saudade», Ana Moura andou pelo mundo, conheceu Prince e os Rolling Stones e agora está de regresso com «Leva-me Aos Fados», disco que resulta de todas essas vivências.
«Leva-me Aos Fados» não bebe só no fado, pois não?
Cada pessoa tem o seu entendimento do fado. Se isso acontece, não é propositado. Limito-me a escolher os fados e a interpretá-los à minha maneira. Faço parte de uma geração que ouve pop, rock, reggae e até hip hop.
Essas pessoas também têm abertura para o fado...
Exacto! Cada vez os meus concertos têm mais jovens. No final, gosto de falar com as pessoas para perceber quem é que me procura. Há uma geração que vai ver os espectáculos e que já nem é a minha. Tem 14/15 anos. São novíssimos e gostam da minha música.
Mas como explicar esse fenómeno?
O fado tem passado mais na rádio e as pessoas só se podem identificar com aquilo que conhecem. O fado está mais divulgado, especialmente agora com a Internet. Não sou eu que giro o meu MySpace mas de vez em quando vou lá espreitar. Encontro pessoas ligadas ao hard rock. A nova geração - eu incluída - é mais aberta. Por outro lado, os músicos têm outro background. Trazem referências exteriores.
E a comunidade fadista como é que a olha?
No meu caso, tenho sido sempre aceite.
A sua vida mudou muito, não foi? Ainda canta em casas de fado?
Muito. Agora já não canto tanto porque me tornei «atleta de alta competição» e preciso de descansar os músculos. Tem sido um ritmo muito intenso mas sempre que posso vou a uma casa de fados, nem que seja para ver outras pessoas a cantar. Gosto do ritual, da noite, da Tasca do Xico, no Bairro Alto...
É muito diferente de cantar em palcos grandes?
É completamente diferente. Nos palcos grandes, chegamos a mais pessoas. Esse circuito é necessário mas é muito mais difícil recriar o ambiente de uma casa de fado. Aí, é tudo mais espontâneo. Nem sequer se pensa muito no que se vai cantar.
E ainda consegue tirar férias?
Não, mas é urgente. Tenho aí uma semaninha. Já atingi um equilíbrio de forma a poder descansar. Também não gosto muito de estar parada durante muito tempo talvez por me ter habituado a este ritmo frenético. Começo logo a ficar ansiosa.
Que sensações viveu nos últimos dois anos?
Muita alegria, a sensação de me beliscar, pensar que já consegui tudo aquilo a que me propus (obviamente não quero ir já embora), muito cansaço, viagens extenuantes...
Estava à espera de um êxito tão retumbante?
Não, de todo. Isto de ser artista exige cada vez mais um trabalho árduo de marketing e a minha carreira não tem ido muito para aí. É uma surpresa porque não foi uma causa planeada. Tive a sorte de as pessoas ouvirem o meu trabalho e gostarem.
Mas tem uma boa equipa consigo...
Agora, sim. Já tenho uma estrutura maior a trabalhar à minha volta mas nada disto foi procurado.
Como é que o Prince a descobriu?
Ele diz que não se lembra. Contou-me que recebeu uma série de discos e que estava a experimentar uma casa nova com a Chaka Khan. De entre uma série de CDs, escolheu o meu e, segundo me relatou, foi a música certa para o momento certo. Foi surreal. O primeiro contacto foi travado através da agente dele que enviou um mail aos meus agentes na Holanda. Eles reenviaram-me o mail e eu nem queria acreditar. Entretanto, trocámos mails e ele quis ir ver um concerto meu. Acabou por escolher Paris.
Sentiu-se pressionada?
Eu vi-o antes do concerto mas durante tentei abstrair-me. Só reparei nele no final quando ele se foi pôr na lateral. No encore, depois de ver aquela figura de vermelho com uma bengala à espera de entrar no camarim, senti uma pressão enorme (risos).
Ele é pequeno em tamanho mas enorme na aura...
É. É toda uma aura. Nós fomos jantar a um restaurante em Paris e tínhamos uma zona reservada. A música que tocava era moderna e eu senti algum receio, confesso. Ele começou a falar-me do gosto dele mas, felizmente, percebemos que eram muito parecidos. Fiquei contente.
Gravaram?
Trocámos algumas experiências mas não gravámos. Ele esteve cá e tocou algumas das minhas canções ao piano.
A sua perspectiva mudou desde que conheceu esses figurões da pop?
No início da minha carreira, havia várias pessoas que me diziam que os artistas tinham que adoptar uma pose altiva. Eu nem sei explicar muito bem o que era porque não faz parte de mim. Eu sou tímida por natureza mas isso é um traço da minha personalidade. Essas figuras mostraram-se extremamente sinceras e genuínas. Fez-me perceber que a minha luta foi a escolha certa. Eu acho que as pessoas devem ser verdadeiras e não adoptar uma personagem só porque são artistas.
Disse numa entrevista que era vaidosa. É mesmo?
Hoje em dia, a vaidade é tida como uma característica má. Eu acho que ter confiança no que se faz não é mau. Eu sou vaidosa nesse sentido.
A mudança de imagem vem daí?
Foi uma experiência. Eu tenho um cabeleireiro que trato do meu cabelo e eles sugeriram-me esta mudança. Eu aceitei e gostei.
O que é que gostava que o novo álbum lhe trouxesse?
Não sei. Não sou muito de traçar objectivos. O meu sonho é conseguir cantar durante muitos anos. Gostava de poder actuar em salas míticas como o Carnegie Hall e ir a todo o mundo.
Acha que pode chegar a número um?
Eu estou muito confiante. Quando acabei de gravar o «Leva-me aos Fados», eu e a minha equipa fomos compará-lo com o anterior e ficámos muito satisfeitos com o resultado final.
Se tivesse que apontar diferenças, quais seriam?
A maturidade, sem sombra de dúvidas, o que é normal. De disco para disco, de ano para ano, há mudanças. Nem sequer gosto muito de gravar. O estúdio é um espaço frio em que usamos auscultadores. Não é o meu ambiente mas com os anos tenho vindo a combater esse desconforto. Depois, o ter duas guitarras portuguesas que dão uma maior energia ao disco e a participação de compositores que nunca tinha cantado como o José Mário Branco, a Manuela de Freitas e o José Manuel David, dos Gaiteiros de Lisboa. São novas linguagens que resultam da minha experiência com pessoas exteriores ao fado.
Imagina-se a gravar um disco não fadista?
Não sei. Eu sinto-me muito bem no fado. Neste momento, não me imagino mas não gosto de dizer nunca.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Ballet Contemporâneo do Norte
de Luís Carolino
Ballet Contemporâneo do Norte
16 de Outubro [Sexta], 21:30
Uma mulher da vida, um homem solitário e uma falsa suicida habitam um espaço vazio. Nocturno assume-se como uma visita à vida destas três personagens guiada pela própria Morte, a quarta personagem em cena, que nos fala a todos na primeira pessoa; fala-nos de si, do seu «trabalho», e de como nos vê. Um olhar muito próprio, implacável, terrível, mas, ao mesmo tempo, quase maternal: uma reflexão sobre esse incrível e improvável grão de tempo que é a nossa vida, o tudo-nada durante o qual somos. Nocturno é uma incursão no nosso lado mais escuro, não necessariamente o nosso lado mais negativo, apenas o mais privado e secreto; o lugar de todos os medos e todas as ternuras, o reino da sensibilidade, da intimidade; o sítio onde nos encontramos com nós próprios.
Site oficial
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Casa da Musica-ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Sexta | 9 Outubro 2009
21:00, Sala Suggia
Dmitri Liss, maestro associado da Orquestra Nacional Russa e vencedor do Concurso Internacional de Direcção de Zagreb em 1995, dirige pela primeira vez uma orquestra portuguesa num programa com obras-primas da música russa. Boris Berezovski, vencedor do Concurso Internacional Tchaikovski de 1990 e um dos grandes representantes da escola russa de piano na actualidade, é solista numa das obras de maior virtuosismo do repertório concertante. Juntos, Dmitri Liss e Boris Berezowski gravaram recentemente uma aclamada integral dos Concertos para piano de Rachmaninoff e do Concerto para piano de Khatchaturian.
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Dmitri Liss direcção musical
Boris Berezovski piano
Aram Khatchaturian 3 peças do bailado Gayaneh
Aram Khatchaturian Concerto para piano e orquestra
Sergei Rachmaninoff Sinfonia n.º 3
Palestra pré-concerto por Fátima Pombo CYBERMUSICA 20:15
Casa da musica
terça-feira, 29 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Inimigos Públicos - Public Enemies
CineCartaz
mais procurado da América.
Ninguém conseguia parar Dillinger e o seu gang. Nenhuma prisão o conseguia deter. As suas encantadoras e audazes fugas fazem com que o povo se apaixone por ele numa altura em os americanos que não tinham qualquer simpatia pelos bancos que tinham feito cair o país numa depressão.
Mas enquanto as aventuras do gang de Dillinger, incluindo posteriormente o sociopata Baby Face Nelson e Alvin Karpis, maravilhavam tudo e todos, o Presidente Hoover tinha intenção de capturar Dillinger de forma a elevar o seu Centro de Investigação à condição de policia nacional. Tornando Dillinger "Inimigo Público Número Um" atribui a Purvis, um impetuoso agente conhecido como "Clark Gable do FBI", a missão de capturar o mais famoso gangster da América.
Contudo, Dillinger e o seu gang conspiravam e venciam Purvis em perseguições e tiroteios selvagens. Só depois de chamar uma equipa dos agora intitulados agentes do ocidente da América e orquestrando traições épicas - da vergonhosa "Mulher de Vermelho" ao chefe do crime de Chicago Frank Nitti, é que Purvis, o FBI e a sua nova equipa de pistoleiros serão capazes de se aproximar de Dillinger.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
17 Anos, Outra Vez! - Seventeen Again
CineCartaz
AntestreiaGaia – UCI Arrábida Shopping,05 de Agosto de 2009, pelas 21h45
Mike O'Donnell (Zac Efron) é uma estrela do basquetebol do liceu, à espera de entrar na universidade e um futuro brilhante à sua espera. Mas, em vez disso, decide deitar tudo fora e partilhar a vida com a namorada, Scarlet, e o bebé que acabam de saber que estão à espera.
Quase 20 anos mais tarde, os dias de glória de Mike (Matthew Perry) ficaram decididamente para trás. O casamento com Scarlet (Leslie Mann) desmoronou-se, falhou uma promoção no emprego, os filhos adolescentes acham que é um falhado, e ele está reduzido a conviver com o melhor amigo da escola, Ned (Thomas Lennon), um marrão que se tornou tecno-bilionário.
Mas uma nova oportunidade é concedida a Mike, quando é milagrosamente transportado de novo para os seus 17 anos.
Ao tentar reaver os seus melhores anos, Mike pode vir a perder as melhores coisas que lhe aconteceram na vida...
quarta-feira, 29 de julho de 2009
A VERDADE E SÓ A VERDADE
Cinecartaz
Antestreia,29Julho2009,arrábidashopping,21H30
Esta é a história de Rachel Armstrong (Kate Beckinsale), uma jovem repórter da secção nacional do Capitol Sun-Times, um dos mais importantes jornais diários de Washington. Rachel escreve um artigo explosivo, revelando a identidade de uma agente da CIA sob disfarce, Erica Van Doren (Vera Farmiga), que ao ser publicada desencadeia um verdadeiro vendaval, levando o Governo a pedir a identificação da fonte de Rachel.
Com o apoio do seu editor, Bonnie Benjamin (Angela Bassett), do advogado do jornal, Avril Aaronson (Noah Wyle) e do marido, Ray (David Schwimmer), Rachel desafia o carismático e decidido Procurador, Patton Dubois (Matt Dillon). Quando Rachel também se recusa a revelar a sua fonte ao Juíz Distrital Hall (Floyd Abrams), este acusa-a de desrespeito pelo Tribunal e manda-a para a cadeia, afirmando que só ela tem o poder de sair da cela e que o tempo a passar no Centro de detenção a ajudará a percebê-lo.
A história segue a dura experiência de Rachel atrás das grades, bem como a luta legal empreendida pelo seu advogado, Albert Burnside (Alan Alda), que cita a Primeira Emenda da Constituição, quando leva o caso ao Supremo Tribunal de Justiça. Mas toda a gente está ansiosa por saber: quem é afinal a fonte e porque razão está Rachel disposta a sacrificar-se para a proteger?
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Philippe Bernold
flauta
25 de Julho [Sábado] às 22:00
Auditório Espinho
Philippe Bernold é um dos maiores nomes da flauta transversal e virá a Espinho na dupla função de instrumentista e de maestro; além das famosíssimas obras de Bach e Vivaldi, ouviremos também uma versão para orquestra de cordas do célebre quarteto de cordas nº 8 de Shostakovitch. O Ensemble do Festival – FIMEnsemble – colaborará neste concerto que ficará nas nossas memórias como um dos grandes momentos do festival deste ano.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Quarteto Talich e Alexander Ghindin17 de Julho [Sexta-feira] às 22:00
Auditório de Espinho
Jan Talich violino
Petr Macecek violino
Vladimir Bukac viola
Petr Prause violoncelo
Alexander Ghindin piano
Fundado em 1964, o Quarteto Talich é considerado, a nível mundial, um dos melhores quartetos de cordas; com um reportório vastíssimo e com uma longa carreira, tocarão em Espinho um programa inteiramente preenchido com obras do século XIX, entre as quais o celebérrimo Quinteto com Piano de Brahms com a participação de Alexander Ghindin, pianista russo da nova geração, também ele detentor de uma promissora carreira.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
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